O desafio desse projeto foi fornecer diretrizes para a integração de projetos e processos na Diretoria de Inovação.

Para tanto, foi elaborada uma pesquisa estratégica de cunho diagnóstico e prospectivo que consistiu em evidenciar como as diferentes áreas da Diretoria de Inovação se estruturavam e organizavam seus recursos, portfólio e processos, a fim de propor uma solução integrada, orientada às suas dores e desafios. O tempo total de duração do projeto foi de 1 mês.

As áreas examinadas foram:

  • Laboratório de Design para Inovação
  • Centro de Tecnologia para Inovação
  • Hub de Startups (Incubadora e Aceleradora)
  • Escritório de Validação de Tecnologias
  • Corporate Venture Capital

* Dada à natureza estratégica dessa pesquisa, os nomes originais das áreas foram substituídos pelos correspondentes à essência das suas entregas

Objetivos específicos

  • Identificar quais são as principais entregas das áreas e como as oportunidades chegam até a Diretoria;
  • Detectar os fatores gerenciáveis por nível de operação;
  • Diagnosticar dores e necessidades das áreas;
  • Traçar oportunidades de integração;
  • Esquematizar cenários para a resolução de desafios.

Escopo

  • Pesquisa estratégica
  • Análise e síntese de dados
  • Elaboração de diretrizes e cenários
  • Construção de relatório

19

Entrevistas realizadas

5 gestores, 7 líderes técnicos e 7 colaboradores operacionais

5

Áreas da Diretoria de Inovação

Laboratório de Design para Inovação, Centro de Tecnologia para Inovação, Hub de Startups (Incubadora e Aceleradora), Escritório de Validação de Tecnologias e Corporate Venture Capital

20h

Horas de entrevistas para análise

Dados qualitativos extraídos de pesquisas em profundidade

Definição do método e cronograma e execução de pesquisa em profundidade

O projeto foi iniciado com a definição da metodologia e elaboração do cronograma de pesquisa, do screener e do roteiro de entrevista.

Tendo em vista a natureza do projeto, que poderia culminar no desenvolvimento de um produto digital ou customização de uma solução existente no mercado, optou-se pela metodologia do Triplo Diamante (ver imagem abaixo). Todavia, na primeira fase do projeto, foram trabalhadas apenas as etapas de pesquisa, insight e ideação.

Em seguida, delimitou-se o universo amostral e os perfis dos participantes que seriam recrutados para a investigação. Antes da elaboração do roteiro de entrevistas, foi utilizada a matriz CSD em busca de certezas, suposições e dúvidas concernentes ao contexto pesquisado.

No total, foram realizadas 19 (dezenove) entrevistas em profundidade, que foram posteriormente analisadas com a finalidade de identificar problemas e oportunidades para uma operação integrada na Diretoria de Inovação.

Triplo Diamante. Fonte: Adam Gray, 2019

Descoberta de Problemas

A análise dos dados foi realizada de forma concomitante à coleta.

Os dados coletados foram agrupados em áreas e temas, com ênfase nos pontos de dor, riscos e necessidades.

Para refinar a análise de problemas, foi estabelecida uma categoria para o tipo de gap, definido o risco potencial e especificada a frequência e a escala (problema transversal ou específico a uma área).

47

Problemas identificados

30

Problemas transversais

17

Problemas específicos

Recorte da clusterização de uma das entrevistas realizadas

Recorte do mapa de gaps: análise cruzada entre a lacuna identificada, a categoria, o risco potencial, a frequência e a escala

Definição das categorias de problemas utilizadas na análise

Exemplos de problemas e riscos identificados na categoria “Gestão da Informação” associados ao tipo e à escala

Mapa de riscos e priorização de descobertas

Em seguida, a partir dos problemas mapeados, foi elaborada uma matriz de riscos com a finalidade de categorizar os potenciais impactos negativos segundo a gravidade, probabilidade e implicações. Nesse projeto, os riscos com implicações financeiras ou de imagem foram entendidos como os de maior gravidade. Para cada um desses riscos foi acrescido um detalhamento de suas possíveis implicações.

A matriz de riscos permite visualizar com clareza quais problemas representam implicações mais severas em um projeto ou instituição, a fim de auxiliar na priorização e tomada de decisão.

Após essa etapa, foi realizada a priorização das descobertas com o cruzamento dos problemas transversais (maior recorrência e escala) com os de risco mais elevado para a instituição.

Elaboração de perguntas-desafio e definição de macrotemas

Para cada um dos 8 (oito) problemas priorizados na etapa anterior, foram elaboradas de 1 (uma) a 2 (duas) perguntas-desafio que poderiam auxiliar na etapa de ideação, bem como identificados 7 (sete) macrotemas que seriam mais tarde utilizados como ponto de partida para sanar gargalos e necessidades na Diretoria.

Levantamento de necessidades da Diretoria

Em seguida, foram elencadas as necessidades da Diretoria, as quais foram analisadas e segmentadas em categorias, de acordo com os níveis da Pirâmide de Maslow adaptada para o contexto organizacional. São elas: operação básica, segurança, cultura, estima e atualização. As necessidades mais representativas centraram-se nas categorias “segurança” e “cultura”. Além da segmentação segundo os níveis da Pirâmide de Maslow Organizacional, as necessidades também foram classificadas em primárias, secundárias e terciárias.

As necessidades foram então cruzadas com as perguntas-desafio estabelecidas na etapa anterior e com os macrotemas identificados. Em seguida, foram priorizadas as primárias e com maior impacto institucional.

Análise cruzada de dores e necessidades (preliminar)

Mapeamento de ferramentas em uso na Diretoria

Complementarmente, realizou-se um mapeamento das ferramentas em uso na Diretoria e de suas funcionalidades para a identificação de sobreposições e de oportunidades de integração e de eliminação de desperdícios em processos e em recursos.

Em seguida, foi elaborado um mapa cruzado das ferramentas utilizadas na Diretoria com as suas respectivas funções e o número de áreas que as usavam. Os principais problemas identificados a partir dessa pesquisa foram: gestão humano-dependente e síncrona, incongruência entre ferramenta e desempenho, descentralização de informações e duplicatas entre ferramentas.

18

Ferramentas em uso

15

Ferramentas com sobreposição

5

Ferramentas em uso exclusivo por apenas 1 área

Mapa cruzado de ferramentas utilizadas pela Diretoria com o número de áreas que as utilizam e com quais funções

Análise da ferramenta de Gestão da Inovação e da sua adoção pelo time

Além disso, examinou-se uma ferramenta específica de Gestão da Inovação, em uso na Diretoria, e sua adoção na prática, uma vez que o objetivo de sua implementação era propiciar a integração do funil da Diretoria e dos processos de recebimento e de análise de invenções e requisições. A partir da pesquisa em profundidade, foi elaborada uma matriz com os principais comportamentos percebidos, seguida da análise de potenciais falhas e de oportunidades de adequação na adoção da ferramenta.

Matriz comportamental de uso da ferramenta (com base nas entrevistas realizadas)

Exemplos de falhas observadas no relacionamento com a plataforma com os seus respectivos resultados comportamentais

Mapeamento de ferramentas adicionais e cruzamento com requisitos funcionais

Com base nos problemas apontados, nas necessidades identificadas e nas ferramentas em uso mapeadas, foram dissecados requisitos ferramentais que precisariam ser atendidos para a resolução dos problemas com maior impacto e risco e para o alcance do objetivo central do estudo: a  integração de projetos e processos na Diretoria de Inovação. Os requisitos elencados foram categorizados em 3 (três) pilares centrais: gestão de ideias, gestão do funil de vendas e gestão de projetos.

Em seguida, foi realizado um mapeamento das principais ferramentas de Gestão da Inovação no mercado e as em uso pela Diretoria, seguido do cruzamento com os requisitos funcionais e pilares centrais estabelecidos para o projeto.

Desenho de cenários para a tomada de decisão

Por fim, foram elaborados cenários para a tomada de decisão, que se desdobraram em 4 (quatro) possibilidades centrais, considerando critérios como familiaridade e novidade e uso holístico da Diretoria ou específico das áreas, cada qual com o seu desafio de adoção e implementação.

Para cada cenário elaborado, foram estabelecidos prós, contras e requisitos funcionais necessários, bem como o investimento financeiro para a sua viabilização.

Familiar + Específico

Integração mais confortável para a equipe, preservando sua individualidade e considerando as potenciais resistências a mudanças e a facilidade na transferência de dados que já estão em suas plataformas de uso cotidiano.

Familiar + Holístico

Integração com uma ferramenta central e abrangente, que possa ser conectada aos softwares em uso pela instituição, como o Microsoft Office 365, expandindo o uso das tecnologias atuais.

Novo + Específico

Integração com o uso de ferramentas com funcionalidades semelhantes às já adotadas pela equipe, porém que prometem melhorar a performance, a usabilidade e a integração de dados.

Novo + Holístico

Integração com uma ferramenta central e abrangente, mas pouco conhecida e/ou nunca utilizada pela equipe, que auxilie na gestão da inovação de forma holística.

Conclusão e desdobramentos

  • Ao final, verificou-se que o cenário “Integração mantenedora” teria maior chance de oferecer uma adaptação mais confortável para a equipe, com a preservação da individualidade dos times. Entretanto, para a efetividade na implementação careceria de ações de incentivo organizacional no que tange à documentação de projetos e gestão de dados.
  • O cenário “Integração expansiva” foi apontado como o mais promissor, tendo em vista que favoreceria a cibersegurança, oferecendo a possibilidade de conectar dados localizados em sistemas já em uso e de adaptar a ferramenta aos requisitos organizacionais extraídos das entrevistas em profundidade. Todavia, demandaria um período de construção e de implementação estendidos.
  • A adoção de uma ferramenta única poderia ajudar a resolver um grande volume de problemas e de necessidades mapeados no estudo, mas precisaria vir acompanhada de mudanças culturais para a sua efetividade.
  • O estudo também recomendou a permanência da ferramenta de Gestão da Inovação adotada pela organização, tendo em vista que proporciona o atendimento à maioria dos serviços e processos das diferentes áreas da Diretoria. Entretanto, sua permanência deveria ser condicionada a uma intencionalidade clara, incentivada e comunicada aos pares. Os critérios de confiança estabelecidos na pesquisa poderiam nortear a adaptação cultural da equipe.
  • Por fim, a partir do diagnóstico desta pesquisa, foram priorizadas iniciativas na Diretoria de Inovação que trouxeram maior visibilidade e tração às ações de intraempreendedorismo, proporcionaram a organização dos projetos e processos e a melhor distribuição do capacity dos colaboradores.
Diretrizes: Venture BuildingPesquisa

Diretrizes: Venture Building

Critérios de IntraempreendedorismoPesquisa

Critérios de Intraempreendedorismo

Construção Pós-Graduação em DS e Inovação em SaúdePesquisa

Construção Pós-Graduação em DS e Inovação em Saúde